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Copom e novo o cenário fiscal. Na semana em que
o mercado seguiu digerindo a decisão do governo
de alterar as regras do teto de gastos, o grande
destaque foi a reunião do Comitê de Política
Monetária (Copom). Reagindo à forte mudança no
cenário fiscal, o comitê elevou a taxa Selic em 150
p.b., para 7,75% a.a., não conseguindo seguir o
plano de voo originalmente desenhado (alta de 100
p.b.) na reunião anterior. Além disso, o Copom
antevê outro ajuste da mesma magnitude na
próxima reunião em dezembro, com a taxa de juros
devendo encerrar 2021 em 9,25%.

Fiscal e o risco de desancoragem. O Comitê avaliou
“que recentes questionamentos em relação ao
arcabouço fiscal elevaram o risco de desancoragem
das expectativas de inflação, aumentando a
assimetria altista no balanço de riscos. Isso implica
maior probabilidade de trajetórias para inflação
acima do projetado de acordo com o cenário
básico”, justificando a aceleração do ritmo de alta e
o possível orçamento total maior.

Projeções de inflação em alta em 2021 e 2022, mas
abaixo da meta em 2023
. Em relação à reunião
anterior, o Copom elevou a projeção de 2021 de
8,5% para 9,5% e de 2022 de 3,7% para 4,1%.
Contudo, o comitê sinalizou que com a Selic em
9,5% em 2022 (Boletim Focus), a inflação de 2023
ficaria abaixo da meta de 3,25%. Em nossa leitura,
isso sinaliza que existe um certo exagero na reação
do mercado. O fato de a política monetária operar
com defasagem, fazendo com que movimentos a
partir do 2T22 afetem apenas 2023, deve limitar o
orçamento total desse ciclo de alta, com a Selic se
aproximando de 10-11%.

Fonte: Santander Private

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